Estudo da UFMG indica que descomissionamento de barragens em MG irá gerar cerca de 15 mil desempregados

por Atendimento - 01/04
Estudo da UFMG indica que descomissionamento de barragens em MG irá gerar cerca de 15 mil desempregados

Estudo da UFMG indica que descomissionamento de barragens em MG irá gerar cerca de 15 mil desempregados

Previsão realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em uma nota técnica elaborada por pesquisadores da Universidade, é de que a desativação de dez barragens da Vale S.A. no Estado irá provocar uma queda de 0,47% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, redução de 15 mil postos de trabalho e queda de R$575 milhões na arrecadação.

O chamado descomissionamento foi anunciado pelo então presidente da Vale S.A., Fabio Schvartsman, no dia 29 de janeiro de 2019, quatro dias após o rompimento da Barragem do Feijão, em Brumadinho.

Segundo a professora Débora Freire Cardoso, "os impactos a curto prazo, de um a três anos, já seriam bem visíveis. Com a crise fiscal que o governo atravessa, o descomissionamento representa um baque importante na economia do estado”. De acordo com o estudo feito pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, a longo prazo, a retração econômica seria de 0,6% e a perda em investimentos e arrecadação de impostos seria de R$856 milhões.

As obras de descomissionamento devem durar cerca de 3 anos e, até lá, as atividades estão sendo suspensas temporariamente, segundo a Vale S.A. Todavia, segundo especialistas, a baixa qualidade do minério de ferro, a idade das minas e a transferência gradual das operações para Carajás (PA), onde há a maior jazida do mundo, podem fazer com que a mineradora não reative mais as operações nas cidades mineradoras do Estado.

Fonte: G1, 2019.

 

 

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